Vendas de chocolates para a Páscoa anima fabricantes

Faltando pouco menos de dois meses para a celebração religiosa (Ressurreição de Cristo) – dia 21 de abril -, a expectativa do setor é de um aumento de vendas em relação ao ano passado.

Os fabricantes de chocolates devem ficar, nesta Páscoa, com a boca mais adoçada pelos bons lucros que, decerto, terão com as futuras vendas dos produtos. Faltando pouco menos de dois meses para a celebração religiosa (Ressurreição de Cristo) – dia 21 de abril -, a expectativa do setor é de um aumento de vendas em relação ao ano passado, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), que não definiu qual será o percentual.

Comemorada em diversas partes do mundo, com distintas tradições culturais, a Páscoa é conhecida por ser um momento de celebração para as famílias e, principalmente, por resgatar as memórias de infância, entre elas a tradição de trocar ovos de chocolate considerada uma forma de carinho, mas que ajuda a movimentar e a aquecer a economia no período.

Expectativa boa

Para o ex-presidente da Associação de Produtores de Chocolates de Origem do Sul da Bahia (Chocosul), Gerson Marques, que produz a marca Yrerê – chocolates finos dos tipos bean to bar e tree to bar, com lastro na escola que preconiza chocolates mais ricos em cacau – a expectativa é muito boa. “Nós, produtores associados da Chocosul estaremos no Ibirapuera, pela primeira vez, para participar entre 10 a 13 de abril, da ‘Chocolat São Paulo’, onde os grandes fabricantes nacionais apresentarão os seus principais lançamentos”.

Produtor de chocolate artesanal, Gerson Marques diz que as 16 marcas que vão representar o Sul da Bahia neste evento nacional, são de fazendas que fabricam os seus próprios chocolates, onde o cacau é o principal protagonista. “As maiores trabalham com dez toneladas por ano; enquanto as menores a partir de 1,5 tonelada. São chocolates intensos pelo alto teor do cacau e bem diferentes dos ‘suíços’, que tem no leite uma presença mais ou menos forte”, comenta.

Entre as grandes marcas reconhecidas no Sul da Bahia, Gerson Marques destaca duas: Amma e a Mendoá. “Ambas são de grande porte em relação à Yrerê, Var, Amado Cacau, Cacau do Céu, Maltez e Coroa Azul. Mas, todas, sem exceção, produzem chocolates de igual qualidade. A marca Yrerê, por exemplo, tem sete anos de existência no mercado e leva o nome da fazenda, localizada às margens do Rio Cachoeira, entre os municípios de Ilhéus e Itabuna”, realça.

Atualmente são cerca de 40 marcas de chocolate do Sul da Bahia, que já estão conquistando mercado no Brasil e no Exterior. O ex- presidente da Chocosul, Gerson Marques, destaca que o modelo antigo, de mero fornecedor de matéria prima, está superado. “Hoje, o caminho é a verticalização, valorizando principalmente a produção de chocolates finos e de cacau orgânico, que tem alto valor agregado”.

Prudência e confiança

Em declarações à imprensa nacional, o presidente da Abicab, Ubiracy Fonseca disse que: “as empresas fabricantes de chocolates ainda se mostram prudentes nas contratações de mão-de-obra, mas estão confiantes nos sinais positivos de alguns indicadores da economia”. Afirmou, ainda, que “a indústria preparou mais de 120 lançamentos de produtos de Páscoa, com ovos para todo tipo de consumidor e faixa etária”.

Ao G1, Ubiracy Fonseca afirmou estar confiante nas vendas. “O mercado de chocolate volta a ganhar penetração nos lares brasileiros com maior consumo de ovos de Páscoa e de produtos regulares. A indústria tem amplo portfólio que agrada a todos os perfis brasileiros”. E completa: “O setor está otimista e com a produção a todo o vapor. Como as empresas ainda estão fabricando seus produtos, não é possível ter uma estimativa mais exata de quanto será a produção em 2019”.

De acordo com dados do Euromonitor, em 2018, o setor de chocolates faturou R$ 13,3 bilhões no Brasil, considerando o ano inteiro, não apenas a Páscoa. “Outro indicador do desempenho positivo da indústria no ano passado, e que reforça o otimismo para este ano, foi o aumento de 6,5% na produção de chocolate, totalizando 671 mil toneladas de chocolates, incluindo achocolatados em pó”. Tribuna da Bahia

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